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PF e Polícia Militar deflagram operação contra lavagem de dinheiro e fraudes bancárias

Operação contra lavagem de dinheiro e fraudes bancárias
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 25/03/2026 11:03
  • Autor: Por Redação com informações da Polícia Federal e Polícia Militar

A Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar, deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além da prática de estelionato e de lavagem de dinheiro.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. No interior de São Paulo os mandados são cumpridos em Limeira, Americana, Itapira e Rio Claro.

Conforme informações da Polícia Federal, a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.

Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos e de ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

De acordo com as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato qualificado, de lavagem de dinheiro, de gestão fraudulenta, de corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

A ação contou com o empenho conjunto das forças de segurança, sendo a Polícia Militar responsável pelo apoio operacional às equipes da Polícia Federal no cumprimento de mandados judiciais, garantindo a segurança e a ordem pública durante toda a operação.

O nome da operação, “Fallax”, faz referência à natureza fraudulenta das condutas investigadas, caracterizadas pela falsa aparência de legalidade das empresas utilizadas pelo grupo criminoso.